Projecto PAT - Posto de Assistência Tática
Projeto PAT (Posto de Assistência Tática)
O Que é?
O Projeto PAT (Posto de Assistência Tática) é uma iniciativa pioneira no Airsoft Nacional, que visa estabelecer um novo padrão de segurança e resposta a emergências em eventos de Airsoft e MilSim (Simulação Militar) de alta intensidade e em caso de necessidade, ser ativado pelo Plano Emergência da proteção civil de Vila Franca de Xira, do qual o Clube BEAR faz parte.
Qual a finalidade?
Imagina...
Imagina que estás no meio de uma floresta densa ou numa antiga fábrica abandonada. O cenário é de total imersão, a adrenalina está no máximo. De repente, um passo em falso. Uma queda de três metros, uma fratura exposta ou uma paragem cardiorrespiratória no meio do nada. O sinal de telemóvel é nulo e a ambulância mais próxima está a trinta minutos.
Mas vocês estão a dois quilómetros do asfalto, embrenhados no mato. É neste preciso segundo, onde o relógio corre contra nós, que a diferença entre a tragédia e a segurança se chama Projeto PAT."
A prática do MilSim, que em Portugal já conta com mais de 15 mil praticantes, envolve frequentemente operações em cenários de difícil acesso, com durações que podem ultrapassar as 48 horas, expondo os praticantes a riscos físicos inerentes ao terreno e ao esforço prolongado. Reconhecendo esta realidade, o PAT foi concebido não apenas como um elemento de "jogo", mas como uma unidade funcional de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Tático e Resgate.
O Projeto PAT tem como missão prestar apoio especializado a Associações Promotoras de Desporto e Clubes de Praticantes, garantindo elevados padrões de segurança e assistência médico-tática em eventos de Airsoft e MilSim em Portugal Continental.
Os eixos fundamentais do projeto são:
Assistência Imediata: Prestação de primeiros socorros qualificados no teatro de jogo.
Extração Tática (CASEVAC): Capacidade autónoma de remoção de feridos em terrenos acidentados através de meios móveis 4x4 (desde que o estado da vítima o permita).
Coordenação de Emergência: Atuação como interface direta entre o evento e as entidades de socorro públicas (INEM/Bombeiros), garantindo uma triagem eficaz e pontos de evacuação precisos.
Com a implementação do PAT, o Clube BEAR pretende mitigar riscos, reduzir o tempo de resposta em caso de acidente e garantir que os meios de socorro públicos sejam acionados apenas em situações de real necessidade e de forma coordenada.
Porquê o Projeto PAT?
A implementação do PAT (Posto de Assistência Tática) fundamenta-se na necessidade de mitigar riscos inerentes à prática do MilSim de alta intensidade. Ao contrário de outras modalidades desportivas praticadas em recintos controlados, os eventos de Airsoft/Milsim ocorrem em ambientes complexos que apresentam desafios logísticos e de segurança específicos.
Caracterização da Atividade e Ambiente
Os eventos em Portugal caracterizam-se por:
· Isolamento Geográfico: Terrenos florestais ou zonas industriais desativadas, frequentemente com acessos limitados para veículos de emergência convencionais (ambulâncias de estrada).
· Exposição Prolongada: Operações que decorrem ininterruptamente por períodos de 4h a 48h, sujeitando os atletas à fadiga extrema e privação de sono.
· Condições Atmosféricas: Exposição a picos de calor (risco de desidratação/insolação) ou frio intenso e humidade (risco de hipotermia).
Identificação de Riscos (Matriz de Incidentes)
O PAT foca-se na prevenção e resposta aos seguintes riscos identificados:
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Categoria de Risco |
Exemplos de Incidentes |
Impacto |
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Traumatologia |
Entorses, fraturas, cortes profundos e quedas em desnível. |
Médio/Alto |
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Ambiental |
Exaustão térmica, picadas de insetos/répteis, reações alérgicas. |
Médio |
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Fisiológico |
Desidratação severa, hipoglicemia, crises de asma por esforço. |
Médio |
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Logístico |
Dificuldade de localização de feridos em áreas densas de mata. |
Alto |
O Conceito de "Golden Hour" e a Resposta Tática
Em situações de trauma ou emergência médica, os primeiros 60 minutos (conhecidos como Golden Hour) são críticos para o prognóstico da vítima.
· A Falha Crítica: A chegada de meios de socorro públicos a um local remoto pode ultrapassar este tempo devido à dificuldade de progressão no terreno.
· A Solução PAT: O PAT atua como o primeiro elo da cadeia de sobrevivência, garantindo estabilização imediata e transporte (extração) até um ponto de fácil acesso para as equipas do INEM ou Bombeiros, reduzindo drasticamente o tempo de espera pela assistência diferenciada.
Mitigação do Impacto nos Meios Públicos
A existência de um Posto de Assistência Tática permite realizar uma triagem técnica eficaz. Muitas situações (exaustão leve, pequenos ferimentos) podem ser resolvidas no local pela equipa do PAT, evitando o acionamento desnecessário e o empenhamento de meios de socorro públicos que devem permanecer disponíveis para emergências da comunidade em geral.
Objetivos PAT!
O Projeto PAT divide os seus propósitos em duas esferas: a segurança interna dos eventos e a integração responsável com o sistema de proteção civil local.
Objetivo Geral
Estabelecer uma estrutura permanente de segurança, assistência e resgate tático em todos os eventos onde o projeto PAT esteja presente, garantindo a proteção da integridade física dos participantes e minimizando o impacto operacional sobre os meios de socorro públicos.
Objetivos Específicos
· Padronização do Atendimento (APH Tático): Implementar protocolos de Atendimento Pré-Hospitalar Tático em ambiente civil, garantindo que qualquer incidente seja assistido nos primeiros minutos por pessoal treinado.
· Capacidade de Extração (CASEVAC): Manter duas unidades móvel 4x4 equipadas e pronta para retirar feridos de zonas de difícil acesso até um ponto de evacuação seguro em menos de 15 minutos (ajustável conforme o terreno).
· Centralização de Comunicações: Criar uma rede de comunicações de emergência dedicada (Canal de Socorro), permitindo que qualquer operador no terreno consiga acionar o PAT de forma instantânea através das frequências PMR e ou CB.
· Triagem e Encaminhamento: Realizar a triagem técnica de vítimas no local, assegurando que apenas os casos de real necessidade sejam encaminhados para unidades hospitalares, otimizando os recursos do SNS e da Proteção Civil.
· Mapeamento de Pontos de Evacuação (PEE): Definir e partilhar com as autoridades locais as coordenadas GPS exatas dos Pontos de Encontro de Emergência em cada cenário de jogo.
· Formação Contínua: Promover a formação dos membros do clube em técnicas de socorrismo, orientação e resgate, criando uma cultura de "segurança ativa".
Que Resultado Esperamos?
Com a concretização destes objetivos, o Clube Bear prevê:
1. Redução de 90% no tempo de espera por uma primeira intervenção médica no terreno.
2. Diminuição do risco de agravamento de lesões por transporte inadequado ou falta de estabilização.
3. Reforço da credibilidade da modalidade perante as autoridades, provando que o Airsoft pode ser praticado com riscos controlados e profissionalismo.
Memória Descritiva e Operacional
O PAT (Posto de Assistência Tática) é concebido como uma unidade híbrida, composta por uma base fixa de cuidados e duas unidades móveis de intervenção rápida. A sua operação é independente da dinâmica do jogo, mantendo-se em prontidão absoluta durante todo o evento.
Estrutura Física (Posto Fixo)
O Posto de Assistência Tática centraliza-se numa infraestrutura modular (tenda tática ou base de campanha) instalada numa zona estratégica (Safe Zone ou Ponto de Comando), dotada de:
· Zona de Estabilização: Área limpa com maca e suporte para kits de trauma.
· Sinalização Visível: Identificação clara com bandeiras e painéis de "Médico/Socorro" e iluminação noturna de alta visibilidade.
· Logística de Apoio: Reserva de água, eletrólitos, mantas térmicas e gerador de energia para comunicações e iluminação.
Unidades de Extração Móvel (Viatura PAT)
Para garantir a cobertura em terrenos extensos, o projeto prevê a utilização de duas viaturas Todo-o-Terreno (4x4) adaptadas:
· Equipamento de Bordo: Kit de APH portátil, maca de transporte e rádio fixo CB, PMR e localização Mesh GPS com TAK.
· Capacidade de Progressão: Veículo preparado para aceder a caminhos florestais e zonas onde as ambulâncias convencionais não podem circular.
· Identificação: Viatura devidamente sinalizada como "Segurança/Resgate" para ser facilmente reconhecida pelos jogadores no terreno.
Fluxo Operacional de Atendimento
O acionamento do PAT segue um protocolo rigoroso de quatro fases:
1. Alerta (Call for Medic): Através do canal de rádio de emergência ou contacto direto, a localização do ferido é enviada para o PAT via coordenadas GPS ou pontos de referência.
2. Intervenção Primária: A equipa móvel desloca-se ao local para realizar o primeiro contacto, avaliar os sinais vitais e aplicar o protocolo de estabilização (Controlo de hemorragias, vias aéreas, etc.).
3. Extração (CASEVAC): Após a estabilização, a vítima é transportada na viatura 4x4 até ao posto fixo ou diretamente para o Ponto de Encontro de Emergência (PEE).
4. Transferência: Caso a gravidade o exija, é feito o reporte às entidades públicas (112) e a entrega da vítima à equipa médica externa de forma coordenada.
Gestão de Comunicações
O PAT opera com uma rede de comunicações redundante:
· Canal Tático de Emergência PMR: Uso exclusivo para reporte de incidentes reais (uso de "Code Red" para distinguir de situações de jogo).
· Monitorização GPS: Utilização de ferramentas digitais para rastrear as equipas e a viatura de extração em tempo real.
Simulação vs. Realidade
É fundamental distinguir a função do PAT: embora inserido num evento de simulação militar, a sua atuação é estritamente real. Todos os membros da equipa PAT usam identificação distintiva, coletes de alta visibilidade cor de laranja com identificação de socorristas e logotipo do projeto, para garantir que não são confundidos com jogadores ativos durante uma intervenção.
Recursos Humanos e Formação
A eficácia do PAT (Posto de Assistência Tática) assenta na competência técnica e na preparação dos seus operacionais. O Clube BEAR assume o compromisso de dotar a sua equipa de competências certificadas, garantindo que o socorro prestado segue as diretrizes nacionais e europeias de saúde.
Quadro Técnico e Competências Atuais
O Clube BEAR conta com Operacionais com formação em SBV (Suporte Básico de Vida), Certificação europeia de primeiros socorros e Stop the Bleed. Estes operacionais possuem as competências necessárias para:
Gestão e Segurança da Ocorrência
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Exame do Local: Capacidade de avaliar riscos para o socorrista e para a vítima (fundamental em cenários de Airsoft com estruturas degradadas ou mata).
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Ativação do SIEM: Protocolo de comunicação eficiente com o 112 (transmissão de dados precisos).
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Prevenção de Infeções: Utilização correta de Barreiras de Proteção (EPI).
Suporte Básico de Vida (SBV)
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Algoritmo de SBV Adulto: Identificação da paragem cardiorrespiratória e execução de compressões torácicas e insuflações.
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Posição Lateral de Segurança (PLS): Manutenção da via aérea em vítimas inconscientes que respiram.
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Desobstrução da Via Aérea: Manobras de socorro em caso de engasgamento (obstrução por corpos estranhos).
Controlo de Traumas e Lesões Externas
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Hemorragias: Técnicas de compressão direta e elevação, utilização de garrotes, ligaduras israelitas e gazes hemostáticas.
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Feridas e Queimaduras: Tratamento e proteção de lesões para evitar infeções ou agravamento.
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Lesões Osteoarticulares: Imobilização provisória de fraturas, entorses e luxações (muito comum em terrenos acidentados).
Emergências Médicas e Ambientais
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Alterações de Consciência: Atuação em casos de desmaio, epilepsia ou hipoglicemia.
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Exposição ao Calor/Frio: Identificação de sinais de exaustão térmica, insolação e hipotermia (riscos críticos em Milsims de 24h).
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Intoxicações e Picadas: Primeiros cuidados em caso de contacto com agentes químicos ou fauna/flora nociva.
Estatuto do Operacional PAT
Os elementos afetos ao PAT regem-se por um estatuto de prontidão que os distingue dos demais participantes:
Neutralidade: Durante o exercício de funções no PAT, o operacional não participa na vertente recreativa (jogo), focando-se exclusivamente na segurança.
Identificação: Uso obrigatório de vestuário de alta visibilidade e identificação tática distintiva para fácil reconhecimento por parte de jogadores e autoridades externas.
Comunicações: Todos os operacionais estão ligados à rede de rádio de emergência do clube.
Formação Contínua e Reciclagem
O Clube BEAR estabelece como norma a atualização periódica das competências dos seus membros, promovendo workshops internos e incentivando a renovação dos certificados de SBV e primeiros socorros de acordo com os protocolos do Conselho Europeu de Ressuscitação (ERC).
Os certificados de formação dos elementos mencionados encontram-se disponíveis para consulta mediante solicitação.
Meios e Recursos Materiais
Para a execução do Projeto PAT, o Clube BEAR mobiliza um conjunto de recursos técnicos e logísticos especializados, garantindo autonomia e eficácia tanto na assistência no local como na extração de vítimas, possuindo já parte dos meios materiais necessários.
Logística de Mobilidade: Viaturas Todo-o-Terreno (BEAR 01 e BEAR 02)
O clube dispõe de duas viaturas 4x4 Gallopers Longos, especificamente preparadas para operar em cenários de orografia difícil. Estas unidades são o garante da capacidade de extração (CASEVAC) do projeto.
Capacidade Tática: Veículos de tração integral, permitindo o acesso a pontos remotos onde veículos de emergência convencionais (ambulâncias) não conseguem progredir.
Equipamento de Apoio: Equipadas com sistemas de iluminação LED de alta intensidade (para operações noturnas), cintas de recuperação e rádio fixo de longo alcance.
Podes consultar as especificações das Viaturas BEAR 01 e BEAR 02 aqui.
Equipamento Médico: Mochilas de Intervenção Tática
A assistência é prestada com recurso a material de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) de padrão profissional.
Mochilas de Primeira Intervenção Tática e Emergência Médica de nível intermédio: Unidade de socorro completa que inclui:
Controlo de Hemorragias: Torniquetes (CAT), gazes hemostáticas e ligaduras compressivas.
Gestão de Vias Aéreas: Cânulas de Guedel, aspiradores manuais e máscaras de reanimação.
Material de Diagnóstico: Esfigmomanómetro, oxímetro de pulso, termómetro, medidor de glicemia e lanterna pupilar.
Imobilização: Colares cervicais, talas moldáveis e mantas térmicas.
Podes consultar todo o equipamento disponível nas nossas MPIs aqui
Infraestrutura do Posto Fixo
Para a receção, triagem e estabilização de feridos, o projeto utiliza uma estrutura modular de montagem rápida:
Pérgola (3x3m): Unidade de cobertura que define a zona de assistência médica.
Funcionalidade: Esta estrutura permite criar um ambiente de sombra e proteção para a vítima, servindo como ponto de referência visual para todos os participantes e para a receção de meios de socorro externos (INEM/Bombeiros).
Configuração Aberta: A estrutura permite uma configuração aberta para proporcionar uma ventilação ideal (crítica em casos de exaustão térmica) e uma rápida entrada e saída de macas por qualquer flanco.
Pergola (3x3m) Fechada com Chão:(Brevemente) A transição de uma pérgola aberta para uma unidade fechada com chão é uma exigência técnica para elevar o PAT de um simples ponto de paragem para um Posto de Estabilização e Triagem eficaz.
1. Criação de uma "Zona Limpa" (Controlo de Infeção)
2. Privacidade e Dignidade do Paciente
3. Estabilização Térmica (Prevenção de Hipotermia/Hipertermia)
4. Proteção de Equipamento Eletrónico e Médico
5. Visibilidade e Ponto de Comando
Comunicações e Tecnologia
Rede Rádio: O projeto PAT sabe que para uma rápida chegada ao local e coordenação, precisa de uma rede de comunicações fiável e robusta, assente em vários vetores.
1. Canal PMR 3 - Canal exclusivo para comunicação de emergencias medicas, todos os jogadores sabem que em caso de emergencia, é o canal 3 que deverão utilizar
2. Múltiplas Bandas - Para as comunicações internas entre operacionais, utilizamos 3 Frequencias, CB 27Mhz, e UHF 446MHZ para transmisão de Voz e 868Mhz para transmisão de SMS's.
3. Localização em tempo Real: Os nossos veículos e ponto fixo estão equipados com um sistema Lora Meshtatic + TAK que permite a localização em tempo real das viaturas e operacionais, assim como o envio das coordenadas relevantes para o socorro directamente para as viaturas.
4. Autonomia total - O Projeto PAT não necessita de utilizar a rede publica de comunicações (4G/5G) tendo criado uma rede autonoma OFF GRID que lhes permite actuar em locais sem comunicações publicas.
Energia: A capacidade de gerar a sua própria energia é um ponto vital para qualquer projecto de emergência médica. Como tal, o Clube BEAR dispoem:
1 .Gerador Inverter a Gasolina (1.5 kW) (Brevemente), A natureza dos eventos de MilSim do Clube Bear, que frequentemente se estendem pelo período noturno e ocorrem em locais sem acesso à rede elétrica, torna indispensável a posse de uma fonte de energia autónoma, estável e silenciosa permitindo Estabilidade para Equipamentos Sensíveis (Tecnologia Inverter), Iluminação de Emergência e Segurança Noturna e alimentação de comunicações.
O gerador garante a alimentação de sistemas de iluminação LED de baixo consumo, permitindo que a equipa de socorro realize avaliações médicas precisas, suturas ou curativos sob luz branca estável, independentemente da hora do dia.
2. Paineis Solares nos Veiculos Taticos - Os veículos taticos BEAR estão equipados com painéis solares de alimentação exclusiva para o sistema LoRa Meshtatic HELTEC T114, Estes paineis acoplados a uma bateria de 3000Mha permitem que o sistema de comunicações LoRa tenha uma autonomia virtualmente Ilimitada sem recorrer à energia da Bateria principal da Viatura.
3. PowerBanks Solares - O Projeto inclui no seu inventário vários Powerbanks portáteis alimentados a energia solar, permitindo manter os radios portáteis carregados durante vários dias.
Protocolos de Articulação Externa
O sucesso do Projeto PAT depende da sua perfeita integração com o SIEM (Sistema Integrado de Emergência Médica). O Clube Bear estabelece protocolos claros para garantir que a transição entre o socorro tático e o socorro diferenciado (INEM/Bombeiros) seja rápida, técnica e sem falhas de comunicação.
Critérios de Acionamento Externo (112)
O PAT atua de forma autónoma em situações menores, mas aciona imediatamente os meios públicos através do Número Europeu de Emergência (112) perante os seguintes critérios:
Alteração do estado de consciência ou paragem cardiorrespiratória;
Suspeita de fraturas graves ou lesões na coluna;
Hemorragias que não cedam aos protocolos de APH Tático;
Qualquer situação que, pela avaliação dos técnicos SBV/Socorristas do clube, ultrapasse a capacidade de estabilização do posto.
Pontos de Encontro de Emergência (PEE)
Para evitar perdas de tempo no reconhecimento do terreno por parte das ambulâncias externas, o Clube Bear implementa o conceito de PEE:
Definição: Em cada evento, são identificados pontos de asfalto ou locais de fácil acesso para viaturas de estrada.
Georreferenciação: As coordenadas GPS exatas destes pontos são pré-definidas e partilhadas com o comando de bombeiros local antes do início do evento.
Logística de Entrega: A viatura 4x4 do PAT transporta a vítima do local do acidente até ao PEE, onde aguarda a chegada da ambulância, garantindo que o meio público nunca tenha de se "aventurar" em caminhos de terra que possam imobilizar a viatura.
Protocolo de Transferência de Vítima (MIST)
Para garantir a continuidade dos cuidados, o operacional do PAT que acompanha a vítima entregará à equipa de emergência externa um relatório verbal (ou ficha de campo simplificada) seguindo o protocolo MIST:
M (Mechanism): Mecanismo da lesão (ex: queda de 3 metros, exaustão térmica).
I (Injuries): Lesões encontradas e sinais vitais.
S (Signs): Sinais observados e sintomas relatados.
T (Treatment): Tratamentos efetuados pelo PAT (ex: aplicação de torniquete, imobilização, hidratação).
Colaboração com as Corporações Locais de Bombeiros
O Clube Bear privilegia o contacto prévio com a corporação de Bombeiros Voluntários da área de jurisdição do evento, visando:
Informar sobre o número de participantes e horários do evento;
Disponibilizar o canal de rádio ou contacto telefónico direto do coordenador do PAT;
Como solicitar a presença do PAT num evento de Airsoft.
O projeto PAT é totalmente agnóstico de APDs, Clubes ou Equipas, tem como único e exclusivo objetivo a proteção e segurança dos jogadores de Airsoft, estando disponivel para qualquer jogo.
Se queres que o Projecto PAT esteja presente no teu evento, contacta o clube pelo email
































